O que a ciência tem a dizer sobre o HIIT?

O que a ciência tem a dizer sobre o HIIT?
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Para que um método possa ser considerado eficiente e seguro à saúde das pessoas faz-se necessário que diversos estudos e pesquisas científicas sejam realizadas.

Pode ser que o termo HIIT seja novo para você, mas a verdade é que este método já vem sendo estudado por especialistas das mais diversas áreas há algumas décadas.

Mas, afinal, o que os estudos científicos tem a dizer sobre o HIIT?

Dê adeus ao contador de calorias da sua esteira!

O gasto calórico não é tão importe quanto se pensava – Graças a Deus! Um dos primeiros estudos sobre HIIT a ser publicado foi realizado em 1994 pela Laval University (Ste-Foy, Quebec, Canadá).

Eles descobriram que jovens que seguiram um programa de treinamento intervalado de alta intensidade durante 15 semanas perderam muito mais gordura corporal do que aqueles que realizaram um programa de 20 semanas de exercícios constantes.

O que é mais surpreendente neste estudo é que esse resultado foi obtido apesar de o programa de exercícios constantes ter queimado cerca de 15.000 calorias a mais do que o treinamento HIIT!

Também na década de 90, uma equipe de pesquisadores japoneses, liderados pelo PhD Izumi Tabata realizaram um estudo para aplicação na equipe de patinação de velocidade no Japão.

O resultado foi publicado no renomado Medicine and Science in Sports and Exercise e, até hoje, é considerado um marco na ciência do exercício físico.

O estudo analisou todo o tipo de exercício e concluiu que a intensidade do exercício é tão importante ou até mais importante do que sua duração.

O treino formulado por Izumi Tabata está hoje entre os treinos mais famosos do mundo fitness e promete secar sua gordura em apenas 4 minutos!

Então… mas como perder peso com o Método HIIT?, Veja:

 

Queime os quilinhos extras sentado no seu sofá!

O treino intervalado permite deixar seu metabolismo ativo, queimando gordura por até 48 horas depois do seu treino.

Um estudo de 1996 da Baylor College of Medicine, no Texas, EUA, comprovou que indivíduos que seguiram o treinamento intervalado em uma bicicleta ergométrica queimaram bem mais calorias durante as 24 horas pós-treino do que aqueles que pedalaram em intensidade moderada e constante.

Outro estudo apresentado na Florida State University indicou que os indivíduos que seguiram um método HIIT queimaram quase 10% a mais de calorias durante as 24 horas pós-treino do que aqueles que realizaram exercícios constantes.

Derreta seus pneuzinhos!

Um estudo de 2001 da East Tennessee State University, nos EUA, também descobriu que pessoas que seguiram o método HIIT por 8 semanas perderam 2% a mais de gordura corporal do que as pessoas que realizaram exercícios contínuos e constantes na esteira ergométrica.

O detalhe? Os indivíduos que praticaram os exercícios contínuos não apresentaram perda de gordura.

Esse mesmo estudo averiguou que indivíduos que seguiram a metodologia de treino HIIT queimaram quase 100 calorias a mais por dia durante as 24 horas pós-treino.

Outro estudo australiano indica que mulheres que seguiram um treinamento HIIT de 20 minutos (corridas de 8 segundos, seguidas de 12 segundos de descanso) perderam 6x mais gordura corporal que o grupo que seguiu um programa de exercícios aeróbicos de intensidade constante em 60% de sua frequência cardíaca máxima.

DR HIIT BRASIL FREQUENCIA CARDIACA MAXIMA

Músculos para queimar gordura

Você não pode perder gordura sem que a queime em seus músculos. Os músculos têm enzimas muito específicas que queimam apenas gordura.

Um estudo do American Journal of Physiology indicou que 6 semanas de HIIT aumentaram em até 50% a quantidade de enzimas especiais nos músculos que são responsáveis pelo transporte de gordura para as mitocôndrias.

DR HIIT BRASIL MITOCONDRIAS

A pesquisa da Laval University, já citada neste artigo, também averiguou que as fibras musculares dos praticantes do HIIT tinham níveis bem mais elevados de oxidação lipídica (queima de gordura) do que os indivíduos acostumados aos treinos contínuos.

Aumente seus níveis de testosterona em 100%

Pesquisadores neozelandeses avaliaram a aplicação de um programa de HIIT de 4 semanas para um grupo de ciclistas, que incluía sprints de 30 segundos na bicicleta ergométrica intercalados com 30 segundos de descanso.

Um grupo aplicou alta resistência nos pedais enquanto para o outro grupo a resistência foi menor.

Concluiu-se que os ciclistas que pedalaram com maior resistência aumentaram seus níveis de testosterona em quase 100%, enquanto o outro grupo elevou seus níveis em apenas 60%.

A testosterona é fundamental para o aumento da força dos músculos, ou seja, realizar um treino HIIT com maior resistência ajuda no crescimento e na potência muscular.

Conclusão

Há fortes evidências científicas de que o Treino Intervalado de Alta Intensidade é mais adequado para a queima de gordura do que treinos aeróbicos contínuos e constantes.

Entretanto, há diversos estudos que não são conclusivos quanto a eficácia do treino HIIT e ainda diversos estudos que apenas sugerem essa superioridade.

Nós somos defensores da modalidade e acreditamos que ela tenha um excelente custo benefício no que se refere a tempo de execução X benefícios.

De qualquer forma, precisamos lembrar sempre que ainda há muito o que ser estudado em relação não só ao HIIT quanto às demais atividades físicas.

Além disso, o HIIT não é para qualquer pessoa. Ele exige muito do sistema cardiovascular e muscular do indivíduo. Por isso mesmo, reiteramos SEMPRE a necessidade de verificar junto a um especialista a atividade física mais adequada à sua situação.

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Até a próxima e bom treino!

Referências:

  1. Boutcher, S. H. et al. The effect of high intensity intermittent exercise training on autonomic response of premenopausal women. Medicine & Science in Sports & Exercise 39(5 suppl):S165, 2007.
  2. Gorostiaga, E. M., et al. Uniqueness of interval and continuous training at the same maintained exercise intensity. European Journal of Applied Physiology 63(2):101-107, 1991.
  3. King, J. W. A comparison of the effects of interval training vs. continuous training on weight loss and body composition in obese pre-menopausal women (thesis). East Tennessee State University, 2001.
  4. Meuret, J. R., et al. A comparison of the effects of continuous aerobic, intermittent aerobic, and resistance exercise on resting metabolic rate at 12 and 21 hours post-exercise. Medicine & Science in Sports & Exercise 39(5 suppl):S247, 2007.
  5. Paton, C. D., et al. Effects of low- vs. high-cadence interval training on cycling performance. Journal of Strength and Conditioning Research 23(6): 1758-1763, 2009.
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  7. Talanian, J. L., et al. Exercise training increases sarcolemmal and mitochondrial fatty acid transport proteins in human skeletal muscle. Am J Physiol Endocrinol Metab IN press, 2010.
  8. Talanian, J. L., et al. Two weeks of high-intensity aerobic interval training increases the capacity for fat oxidation during exercise in women. Journal of Applied Physiology 102(4):1439-1447, 2007.
  9. Tjonna, A. E., et al. Superior cardiovascular effect of interval training versus moderate exercise in patients with metabolic syndrome. Medicine & Science in Sports & Exercise 39(5 suppl):S112, 2007.
  10. Trapp, E. G. and Boutcher, S. Metabolic response of trained and untrained women during high-intensity intermittent cycle exercise. Am J Physiol Regul Integr Comp Physiol. 2007 Dec;293(6):R2370-5.
  11. Treuth, M. S., et al. Effects of exercise intensity on 24-h energy expenditure and substrate oxidation. Medicine & Science in Sports & Exercise 28(9):1138-1143, 1996.

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2 Comentários

  1. Treino HIIT Para Iniciantes: Derreta Sua Gordura!

    […] Lembre-se: Fazer treinos que não possam ser considerados ainda como um treino HIIT propriamente dito, mas que ajudam a construir este preparo físico base e produzem adaptações musculares que aumentam o transporte de oxigênio aos músculos, é uma estratégia eficaz não só para a perda de gordura mas para, em breve, o praticante ter condições de executar exercícios cada vez mais intensos e colher os excelentes resultados que vem sendo divulgados em diversos estudos científicos sobre o HIIT. […]

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